livro sem palavrasFala-se muito sobre os direitos humanos. Fotos do Martin Luther King são encontradas em diversos lugares, ao ver a foto é impossível não pensar: “I have a dream”. Está certo, temos que sonhar e lutar para que as pessoas sejam valorizadas, cuidadas, amadas e não rejeitadas pela cor da pele. Tenho dois filhos e um sobrinho que esbanjam melanina, lindos. Tenho certeza que eles são muitos mais parecidos com o Nazareno do que os atores que representam Jesus no cinema, que, como eu são loiros de olhos azuis. Mas tem que ser assim, afinal, Jesus é americano.

Impressionante como o preconceito está enraizado em nossas idéias. Soube da história de uma criança que chegou em casa e pediu ao papai para tomar banho, ela queria esfregar bastante a pele para ficar branca, pois a professora da IGREJA ensinou que o preto é a cor do pecado e tudo o que é ruim e feio é preto e Jesus quer deixar a gente bem branquinho. Isso é preconceito.

Longe de mim o “Livro sem Palavras” ou qualquer bobagem semelhante, será que ninguém pensou que esse livro ofende muito os negros? Será que o pecado não pode ser representado por outra cor? Será que nós temos que repetir os mesmos erros?

Campanhas no “mundo” articulando consciência, respeito e igualdade e os evangélicos atrasados. Mais uma vez.

Por Villy Fomin

Fonte: http://villycamargofomin.blogspot.com/2009/07/sem-palavras.html

(Visited 275 times, 1 visits today)