18 negros vencedores do Oscar

Em 1987, ao subir no palco, Eddie Murphy reclamou e disse que a premiação do Oscar não era dada a atores negros. Segundo ele, “os negros e ele mesmo não seriam capazes de levar uma estatueta”.Eddie Murphy foi indicado ao Oscar em 2007 por ‘Dreamgirls’, mas quem venceu foi Alan Arkin, por “Pequena Miss Sunshine”.

Oscar de 2017, na sua 89ª edição, teve o maior número de negras e negros  indicados. É o primeiro ano em que atores negros e atrizes negras concorreram em todas as categorias de atuação; o número de atores negros(as) indicados chega a seis; entre os homens, Denzel Washington quebrou seu próprio recorde com esta sétima indicação; Viola Davis se tornou a primeira mulher negra a ser indicada três vezes; o primeiro Oscar em que três negras concorreram em uma mesma categoria: Viola Davis, Naomi Harriz e Octavia Spencer disputam em atriz coadjuvante; Joi McMillon, de “Moonlight”, é a primeira mulher negra na categoria de edição; Barry Jenkins, diretor e produtor de “Moonlight”, se tornou o primeiro negro indicado nas categorias de melhor diretor, filme e roteiro adaptado; quatro filmes de produtores negros concorrem em documentário: Ava Duvernay (“13ª emenda”), Ezra Edelman (“O.J.: Made in America”), Raoul Peck e Hébert Peck (“Eu não sou o seu negro”) e Roger Ross Williams (“Vida, animada”).

A diversidade encontrada entre os indicados no Oscar 2017 é fruto de manifestações de negros e negras, na  edição de 2016 teve boicote pela falta de negros e negras indicados, Jada Pinkett Smith e Spike Lee foram os primeiros a anunciar que não iriam à cerimônia do Oscar. “Will Smith também apoiou o boicote e disse:

“Os indicados refletem a Academia”, disse Smith. “A Academia reflete a indústria [Hollywood] e então a indústria reflete os Estados Unidos. Há um deslize regressivo em direção ao separatismo, à desarmonia racial e religiosa e esta não é a Hollywood que eu pretendo deixar para trás. Estamos todos nisso juntos. Temos que perceber e temos que consertar isso.”

Mesmo não sendo justo com os atores negros e atrizes negras, temos uma  lista de atores e atrizes que foram contemplados com o prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, o OscarEssa lista contempla apenas os premiados na categoria de Melhor Ator e Atriz e Melhor Ator e Atriz Coadjuvante. Na lista entra também os cineastas negros ganhadores do Oscar. 

Sabemos que em outras categorias existem mais negros e negras contemplados, como  é o caso de John Ridley que ganhou o Oscar do Melhor Roteiro Adaptado em 12 Anos de Escravidão. Em 2015, John Legend subiu ao palco ao lado do rapper Common, com quem dividiu o Oscar de melhor canção, “Glory“, pelo filme “Selma“. O longa conta a história da luta do movimento negro, liderada por Martin Luther King nos Estados Unidos.

Segue lista de 15 negras e negros vencedores do Oscar:

18 – Barry Jenkins ganha o Oscar pelo melhor filme  MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR

Barry Jenkins é um cineasta norte-americano formado em Cinema e Artes Visuais pela Universidade do Estado da Flórida, em Tallahassee, e iniciou sua carreira com Medicine for Melancholy (2008), trabalho que lhe rendeu indicações para grandes premiações do mundo do cinema, como o Gotham Awards, em 2008, e o Independent Spirit Awards, em 2009. Oito anos depois, Barry retorna às telonas com o longa-metragem Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016). O filme, que é uma adaptação do livro de Tarell Alvin McCraney, foi elogiado pela crítica especializada e indicado a oito categorias do Oscar 2017, inclusive de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado. O segundo filme assinado pelo diretor também rendeu dezenas de nomeações e já carrega um Globo de Ouro.

 

17 – Viola Davis leva Oscar de melhor atriz coadjuvante

Viola Davis ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante no filme “Um Limite Entre Nós“,  dirigido e estrelado por Denzel Washington,  conta a história de um homem negro nos Estados Unidos dos anos 1950, que tenta levar adiante sua família frente ao racismo presente na época. Viola Davis é a atriz negra com maior número de indicações ao Oscar. Esta foi a terceira vez em que Viola Davis foi indicada a uma estatueta do Oscar. Antes de “Um Limite Entre Nós”, a norte-americana concorreu como melhor atriz por “Histórias Cruzadas” (2011) e melhor atriz coadjuvante por “Dúvida” (2008).

16 – Mahershala Ali,  melhor ator coadjuvante – Moonlight: Sob a Luz do Luar

Ator ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante pelo papel de um traficante, em ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’. O ator Mahershala Ali é o primeiro ator muçulmano a ganhar um prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em seu discurso de agradecimento, Ali, de 43 anos, também conhecido por seu papel na série House of Cards, mencionou seus “maravilhosos professores” e sua esposa, que havia dado à luz alguns dias antes. “Sou abençoado por ter tido uma oportunidade. Foi uma experiência maravilhosa”, afirmou ao microfone ao agradecer ao diretor de Moonlight, Barry Jenkins, e a Tarell Alvin McCraney, que escreveu a peça na qual o filme se baseia.

15 – Steve McQueen o primeiro cineasta negro a vencer o principal prêmio de Hollywood 

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood entregou os prêmios da 86ª edição do Oscar, em Los Angeles, nos EUA. O prêmio mais importante de Hollywood foi para Steve McQueen, primeiro cineasta negro a dirigir uma produção que venceu o principal prêmio do Oscar, de Melhor Filme: “12 Anos de Escravidão“. O prêmio de Melhor Filme é também o primeiro Oscar de Brad Pitt, que é produtor de “12 Anos de Escravidão“. Dirigida por Steve McQueen, a obra é baseada nas memórias de Solomon Northup(Chiwetel Ejiofor), negro livre do Norte dos Estados Unidos que é sequestrado e vendido como escravo.

“Agradeço a todos que merecem não só sobreviver, mas viver. Dedico a todos que sofreram com a escravidão e ainda sofrem hoje”, disse Steve. O filme ganhou três prêmios no evento: Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Filme.

14 – Lupita Nyong’o levou a estatueta de melhor atriz coadjuvante do Oscar 2014

Em seu primeiro papel em um longa, artista nascida no Quênia ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel em “12 Anos de Escravidão“, na 86ª cerimônia de entrega do principal prêmio da indústria do cinema, no Teatro Dolby, em Los Angeles. A atriz cresceu na África e estudou em Yale, nos EUA, onde se graduou em Atuação Dramática. A atuação de Lupita em “12 Anos de Escravidão” lhe rendeu prêmios como o do Sindicato dos Atores (elenco), Globo de Ouro e ‘Critic’s Choice‘ (melhor atriz coadjuvante).

“Quando eu olho para essa estátua dourada, espero que isso lembre todas as crianças pequenas que, não importa de onde você é, seus sonhos são válidos”, disse Lupita, arrancando aplausos e lágrimas da platéia no Dolby Theatre, palco da cerimônia.

13 – Octavia Spencer é eleita Melhor Atriz Coadjuvante

Na 84° edição dos Oscar, que aconteceu em 26 de fevereiro de 2012, no Teatro Kodak, em Los Angeles, Octavia Spencer levou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel da empregada doméstica Minny no filme Histórias Cruzadas.

A atriz era considerada a favorita, após ter levado o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato de Atores dos Estados Unidos. Aplaudida de pé, Octavia agradeceu à sua família e ao elenco do filme Histórias Cruzadas.

12 –  Mo’Nique venceu na categoria Melhor Atriz Coadjuvante

No Oscar de 2010, Mo’Nique venceu na categoria Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel no drama de Lee Daniels, Preciosa – Uma História de Esperança.

11 – Forest Whitaker recebeu o prêmio principal na categoria Melhor Ator

No Oscar de 2007, Forest Whitaker recebeu o prêmio principal na categoria Melhor Ator por dar vida ao ditador africano Idi Amin em O Último Rei da Escócia (2006);

10 –  Jennifer Hudson Melhor Atriz Coadjuvante

Em 2007, Jennifer Hudson representou os negros no Oscar com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.  Ela recebeu o troféu por seu trabalho em Dreamgirls – Em Busca de um  Sonho;

 9 – Morgan Freeman campeão da categoria Melhor Ator Coadjuvante

Após ser indicado três vezes ao Oscar, finalmente em sua quarta disputa pelo troféu, Morgan Freeman foi contemplado por uma estatueta. Em 2005, ele foi o campeão da categoria Melhor Ator Coadjuvante por Menina de Ouro, de Clint Eastwood.  Anteriormente, o astro competiu pelas obras Armação Perigosa (1967), Conduzindo Miss Daisy (1989) e Um Sonho de Liberdade (1994). Em 2010, Freeman foi indicado pelo longa-metragem Invictus; 

8 –  Jamie Foxx foi consagrado o Melhor Ator

Por sua interpretação visceral na cinebiografia Ray, Jamie Foxx foi consagrado o melhor
ator do Oscar de 2005.  No mesmo ano, em outra categoria, o famoso astro negro Morgan Freeman  também recebeu um troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood; 

7 –  Halle Berry o prêmio Melhor Atriz

Halle Berry também fez história no Oscar. Por viver a personagem Leticia Musgrove em Última Ceia, ela se tornou, em 2002, a primeira mulher negra a receber da Academia o
prêmio de Melhor Atriz; 

6 –  Cuba Gooding Jr. recebeu em 1997 o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante

Foi por sua atuação no sucesso Jerry Maguire – A Grande Virada, do diretor Cameron Crowe (Quase Famosos), que Cuba Gooding Jr. recebeu em 1997 o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante;

5 –  Denzel Washington já foi duplamente oscarizado: Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Ator

O astro Denzel Washington já foi duplamente oscarizado. Sua primeira estatueta veio  em 1990 com o filme Tempo de Glória, na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. No ano de 2002, na mesma cerimônia em que Halle Berry venceu, Washington levou para casa o Oscar de Melhor Ator por seu trabalho em Dia de Treinamento;

4 –  Whoopi Goldberg vencedora na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante

O sucesso da falsa – e cômica – médium Oda Mae Brown, de Ghost – Do Outro Lado da Vida (1990), foi tanto que Whoopi Goldberg recebeu uma das cobiçadas estatuetas do Oscar. A estrela se consagrou vencedora na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante;

3- Louis Gossett Jr.  vence o Oscar na categoria Melhor Ator Coadjuvante

 Louis Gossett Jr. foi o primeiro negro a vencer o Oscar na categoria Melhor Ator Coadjuvante. Ele recebeu o prêmio por sua performance em  A Força do Destino, de 1982;

2 –  Sidney Poitier o primeiro negro a receber o troféu de Melhor Ator em um Oscar

Em 1964, o norte-americano Sidney Poitier entrou para a história ao se tornar o primeiro negro a receber o troféu de Melhor Ator em um Oscar. Ele foi contemplado por seu papel na comédia dramática Uma Voz nas Sombras (1963), de Ralph Nelson. Em 2002 ganha o Oscar Honorário , “por suas performances extraordinárias e presença única na tela e por representar a indústria com estilo, dignidade e inteligência”.

1 – Hattie McDaniel ficou famosa após vencer o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante

Hattie McDaniel ficou famosa após vencer o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em …E o Vento Levou (1939).  Com o prêmio, ela se tornou a primeira pessoa negra a ganhar um troféu da principal  premiação da indústria cinematográfica;

Hernani Francisco da Silva – Do  Afrokut

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Referências:

List of black Academy Award winners and nominees – Wikipedia, the free encyclopedia en.wikipedia.org

Hoje na Historia – JBlog – Jornal do Brasil – 14 de abril de 1964 – O Oscar negro de Sidney Poitierwww.jblog.com.br

Oscar 2010: Mo’Nique vence como atriz coadjuvante – Tempo real – Estadao.com.br blogs.estadao.com.br

Oscar de melhor ator – Wikipédia, a enciclopédia livre pt.wikipedia.org

Conheça os atores negros vencedores do Oscar – Foto 1 – Cinema – R7 entretenimento.r7.c

Academy Honorary Award – Wikipedia, the free encyclopedia en.wikipedia.org

http://entretenimento.r7.com/cinema/noticias/octavia-spencer-e-elei…

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ABUB abre edital para facilitadores em projeto de combate ao racismo

Os participantes devem ser jovens negros da ABU, ABS ou ABP das 12 cidades foco e enviar documentos até 10 de maio

Com oficinas nos 12 estados brasileiros em que mais morrem jovens negros, a Aliança Bíblica Universitária do Brasil realiza em 2017 um projeto de combate e conscientização sobre o racismo. A iniciativa, chamada de “Igreja, Universidade e Racismo: respondendo aos desafios de uma juventude silenciada e exterminada”, conta com a parceria e financiamento da organização cristã Tearfund, que também esteve com a ABUB em projeto na região Norte.

 

O projeto, apelidado de “ABUB contra o racismo”, será realizado nos grupos locais das seguintes capitais: Maceió (AL), Belém (PA), Vitória (ES), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Natal (RN), João Pessoa (PB) e Salvador (BA). Assim, todas as regiões da ABUB participarão, com destaque para a Nordeste, com seis grupos. O critério de escolha refere-se às cidades que possuem a maior taxa de homicídios de jovens negros por armas de fogo.

Serão mobilizados facilitadores nestes locais e realizadas atividades formativas e de sensibilização entre os grupos locais e nas igrejas, além da abordagem do tema nos encontros regionais. Os eventos de formação tratarão, entre outras coisas, do acesso, permanência e políticas afirmativas para os negros nas universidades.

Também ocorrerá um mapeamento das igrejas, coletivos e jovens evangélicos engajados no combate ao racismo e/ou na ampliação de direitos nas periferias e universidades. Além dos facilitadores, um grupo de assessores auxiliares e profissionais voluntários ajudarão na condução do projeto – no momento, cinco pessoas estão envolvidas nesta equipe, que ainda deve crescer.

O propósito não é apenas ampliar o debate sobre racismo e desigualdade e aprofundar a consciência do abeuense e dos cristãos, mas também transformar os participantes em sinalizadores do Reino de Deus em suas escolas, universidades, mercado de trabalho e igrejas, para que formulem e articulem estratégias de combate a esse pecado. No informativo “Uma volta pelo movimento”, a Secretária de Engajamento Missionário da ABUB Morgana Boostel, responsável pelo projeto, comentou:

“Vivemos um tempo em que o reino de Deus já está estabelecido, mas ainda não completo. Recebemos a tarefa missional de anunciar Jesus até que ele volte e ele mesmo nos orienta a andar como ele andou e ensinar isso aos demais. Nosso papel é sinalizar o reino, engajando em ações de justiça e cuidado integral daqueles que estão ao nosso redor. (…) Em nosso tempo a busca pela manutenção do poder (econômico e social) ainda tem gerado muitas mortes. No Brasil os “dignos de morte” têm cor. São os negros as maiores vítimas da violência e os que sofrem mais com a pobreza.” (Leia mais aqui.)

Edital para seleção dos facilitadores

 

Para que tudo isso aconteça, a primeira etapa será escolher facilitadores dos grupos locais envolvidos – e para isso a ABUB anuncia que estão abertas as inscrições até o dia 10 de maio e divulga o edital abaixo com todas as informações. Esses participantes, um para cada cidade, deverão ter entre 15 e 29 anos, ser envolvidos com o grupo, serem negros e possuírem algum envolvimento prévio com o tema. Dentre suas responsabilidades, organizarão e participarão das oficinas, farão o mapeamento e assessorarão a equipe da região, além de produzirem conteúdos para as redes sociais e prestar contas dos recursos financeiros.

Depois de escolhidos, eles participarão de um curso preparatório presencial, no qual serão abordados temas como Bíblia e racismo, extermínio da juventude negra, políticas de ação afirmativas e estratégias de mobilização. Além disso será construído um plano de ação de mobilização local. O curso deve ser realizado imediatamente antes ou depois do Congresso da Rede Miqueias no Brasil, do qual os jovens deverão pariticpar (mais informações aqui).

O trabalho será exercido em caráter voluntário, e cada facilitador receberá uma ajuda de custo para as ações e viagens.

Acesse aqui o edital para informações como:

  • perfil esperado,
  • responsabilidades,
  • inscrição,
  • processo de seleção e divulgação.

As inscrições vão até o dia 10 de maio. Confira também no edital as demais etapas e eixos do projeto.

A situação do negro no Brasil

 

A juventude negra é a maior vítima de homicídios em nosso país. Segundo a Anistia Internacional, dos 56 mil homicídios que ocorrem por ano no Brasil, mais da metade são entre os jovens. E dos que morrem, 77% são negros. Esses números de mortes ultrapassa os relacionados a territórios em guerra.

Nos últimos anos aumentou o número de jovens que acessam o ensino superior aumento. A análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, apesar de ter aumentado de 27% para 51% a frequência de estudantes entre 18 e 24 anos no ensino superior, essa expansão educacional apresenta disparidades, principalmente se levado em conta o critério racial. De acordo com o IBGE, o percentual de negros no ensino superior passou de 10,2% em 2001 para 35,8% em 2011.

As políticas afirmativas de acesso ao ensino superior possibilitaram um crescimento de negros na universidade. Dados do MEC informam que os negros são maioria nos financiamentos do FIES (50,07%) e nas bolsas do Prouni (52,10%). Entre as instituições públicas federais, de acordo com um relatório da ANDIFES, de 2003 para 2014 o percentual de estudantes pretos nas universidades federais passou de 5,9% para 9,8%. Entre os alunos que se declaram pardos, o avanço foi maior: de 28,3% para 37,7%. Em movimento inverso, o percentual de alunos que se dizem brancos nas salas de aula dessas instituições de ensino recuou de 59,4%, em 2003, para 45,6%, em 2014.

Nas igrejas, podemos dizer que o número de membros negros das evangélicas só é inferior ao de afrodescendentes católicos se forem levados em conta os números absolutos. São 55 milhões entre os 125 milhões. Os números, levantados pelo pastor e escritor Marco Davi de Oliveira e publicados em seu livro A religião mais negra do Brasil, apontam que as igrejas evangélicas, em especial as do segmento pentecostal, têm arregimentado muitos fiéis entre os indivíduos de etnia negra (assim são considerados, estatisticamente, as pessoas pardas e pretas).

Via ABUB