Digital Favela, uma plataforma on-line que reúne microinfluenciadores das comunidades.

Guilherme Pierri e Celso Athayde estão à frente da Digital Favela

A Favela Holding – com mais de 20 empresas de empreendedorismo cujo braço social é a Central Única das Favelas (CUFA) – se une à agência de propaganda Peppery para o lançamento da Digital Favela. Trata-se de uma plataforma online https://digitalfavela.com.br/ que reúne microinfluenciadores das comunidades, automatiza, segmenta e distribui campanhas nas Redes Sociais como Instagram e Youtube.

É a primeira iniciativa com este direcionamento no mundo. O grande foco são as marcas interessadas em ampliar o horizonte da comunicação com um público praticamente inacessível e não representado, estimado em mais de 12 milhões de brasileiros; equivalente a população das cidades do Rio, Brasília e Salvador somadas.

O intuito da joint venture é entrar no mercado como um veículo de tecnologia legítimo e relevante territorialmente, utilizando microinfluenciadores comunitários (MICs) com grande capacidade de interação, geração de conteúdo e conhecimento da real situação dos moradores dessas áreas, que movimentam mais de R$ 120 bilhões por ano.

Tenho grande admiração pelos macroinfluenciadores mas, apesar de falarem para muitos lares, não são referência para estes territórios.  É incomparável a força de uma mãe de família postando para outras mães de família dentro de uma favela.  Esse post tem autoridade, legitimidade e, claro, credibilidade”, afirma Celso Athayde, CEO da Favela Holding e do Digital Favela.

PicPay, Facebook Uber são as primeiras marcas que já aderiram e terão campanhas rodando a partir de julho. O App de ‘carteira digital’ deve contratar influenciadores do RJ, SP e Brasília. Já a gigante do vale do silício utilizará a força territorial para fomentar seu programa de empreendedorismo, focado em apoiar o pequeno negócio local que, mais do que nunca, precisa ser suportado devido à crise do coronavírus. O App de compartilhamento de viagens também prevê ações para o segundo semestre. Alguns dos que serão recrutados para estas ações moram no Morro do Alemão, Rocinha, Paraisópolis Heliópolis e Sol Nascente, por exemplo.

“Favelas não são regiões carentes. São mananciais da economia criativa, berço de empreendedores natos. O nosso foco é encontrar parceiros que estejam dispostos a trabalhar conosco como iguais, para que as favelas alcancem seu potencial de oportunidades, inserção profissional e acesso ao mercado de trabalho mesmo na pandemia.  A crise nos faz olhar para o universo digital de outra forma e queremos mostrar para o mercado que, além de poder de consumo, a favela conta também com influenciadores que impactam diretamente na tomada de decisão” enfatiza Guilherme Pierri, CEO da agência Peppery.


Como funciona

O morador da comunidade com mais de 1 mil seguidores nas redes sociais, que tiver um perfil comercial ou criador de conteúdo, pode entrar no site da Digital Favela e se cadastrar.  Depois, ele passa a fazer parte do quadro de influenciadores que servirá como uma grande vitrine para as empresas interessadas.

Para cuidar da parte de tecnologia e automação dos processos, A Digital Favela escalou a Squid, especializada em marketing de influência e que terá a responsabilidade desde absorver o briefing elaborado pelo cliente até a identificação dos perfis ideais para cada ação. A parceria visa ampliar novas e diferentes vozes, além de dar oportunidade para criadores de conteúdo que nem sempre são contemplados pela publicidade tradicional.

Conheça mais em:

https://digitalfavela.com.br/

https://youtu.be/94RWChG9W28

Crédito da foto:  Alan Simaro

Com informação da CUFA

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