
A Branquitude que aqui propomos busca desenvolver uma identidade branca positiva, o desmantelamento da supremacia branca e a construção de uma justiça racial. Nessa perspectiva a pessoa precisa superar o sentimento de complexo de superioridade racial para alcançar a Branquitude.
Sabemos que a branquitude no contexto acadêmico tem outras definições, buscando categorizar a racialidade das pessoas brancas, implicá-la nos estudos relacionados ao desenvolvimento das sociedades e está intimamente ligado ao racismo. O pesquisador Lourenço Cardoso, no artigo “Branquitude acrítica e crítica: a supremacia racial e o branco anti-racista“, estabelece uma diferenciação de branquitude que nos ajuda entender a perspectiva de “Branquitude como identidade branca positiva”, a “branquitude crítica”, Cardoso defini duas categorias para situar a branquitude no quadro social:
- branquitude crítica – refere-se ao indivíduo que desaprova publicamente o racismo;
- branquitude acrítica – refere-se ao indivíduo ou coletividade que luta pela manutenção do status de superioridade racial branca.
O que propomos aqui é a Branquitude da identidade branca positiva, ela segue na linha de compreenção da branquitude crítica, se entrelaçando na AfroHumanitude – a essência do ser humano. Afro-Humanitude é África e a Humanitude conectada. Nessa perspectiva a África é o berço da humanidade e a Humanitude é Ubuntu que liga toda a humanidade.
Uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas. (Umuntu ngumuntu ngabantu). Provérbio Ubuntu – Zulu e xhosa.
Essa conexão forma a AfroHumanitude, que contempla: a negritude, indigenitude, branquitude, Parditude, e continua aberta e disponível para outras humanitudes. Nessa direção vamos disponibilizar nesta página uma série de artigos e literaturas sobre essa Branquitude.
10 Frases da Consciência Negra e sua conexão vital com a AfroHumanitude
Aqui estão 10 frases que desdobram essa ideia e sua conexão vital com a AfroHumanitude.
#ConsciênciaNegra
Leia mais…
O Conceito de “Cura Identitária” na Perspectiva da Afro-Humanitude: Uma Análise Teórica
Este artigo explora o conceito de “cura identitária” a partir da perspectiva da Afro-Humanitude, uma filosofia que busca a transformação interior e a superação de hierarquias sociais por meio do letramento racial e da valorização da diversidade. Distinguindo-se de processos de “cura” relacionados a identidades de gênero (cis ou trans), a cura identitária, neste contexto, foca na alienação e nos processos de identificação singulares de cada indivíduo. Inspirada na filosofia Ubuntu e no conceito de Sumak Kawsay, a Afro-Humanitude propõe um caminho para a cura interior e coletiva, visando a superação do racismo e a construção de um humanismo pluralista. A abordagem interseccional e a educação antirracista são apresentadas como pilares fundamentais para a aplicação desse conceito em um projeto de transformação social. Leia mais…
Branquitude na Perspectiva da AfroHumanitude
Este artigo realiza uma revisão conceitual da branquitude como categoria analítica nos estudos das relações raciais, situando-a no contexto da ideologia do branqueamento e da eugenia que conferiram ao branco um status de humanidade idealizada. Discute-se a emergência de uma branquitude crítica – posicionamento antirracista que reconhece privilégios e atua na desconstrução da supremacia branca – em contraposição à branquitude acrítica, que perpetua hierarquias raciais. A partir do marco teórico da AfroHumanitude, propõe-se uma releitura desse conceito, entendendo-o não como o oposto da negritude, mas como uma ferramenta de letramento racial e cura identitária, capaz de operar transformações individuais e coletivas rumo a um humanismo pluralista e descolonial.
#branquitude #negritude #indigenitude #parditude Leia mais…
Negritude ou Humanitude? Um Debate Revisitado: Do Universalismo à Afro-humanitude como Projeto Decolonial
Este artigo revisita o debate intelectual seminal, analisado por Gertrudes Marti em 1973, entre a Negritude – como afirmação de uma identidade negra distintiva e política – e a “Humanitude” – enquanto conceito universalista que busca transcender as categorias raciais. Partindo dessa tensão histórica, o artigo propõe uma releitura contemporânea, argumentando que a chamada “Humanitude” não pode ser um universalismo abstrato, mas sim fundamentada em filosofias africanas como o Ubuntu. Neste sentido, articula-se o conceito de Afro-humanitude como uma superação dialética da dicotomia, promovendo um humanismo radicalmente inclusivo, enraizado na diversidade e voltado para o letramento racial e o combate ao racismo, com especial atenção ao contexto brasileiro. Leia mais…
AfroHumanitude na Promoção do Letramento Racial
Reconhecendo a África como o berço da humanidade e o conceito de Ubuntu (Humanitude), que liga todos os seres humanos, a AfroHumanitude enfatiza que as diferenças entre nós são superficiais…
Branquitude não é o oposto de Negritude na perspectiva da AfroHumanitude
Superar o paradigma binário preto/branco pode ampliar a compreensão das dinâmicas raciais e permitir um debate mais inclusivo e enriquecedor. A “raça” é apenas um dos muitos fatores que compõem…
Branquitude e Branquidade Por Edith Piza
Embora até então os termos branquitude e branquidade tenham sido utilizados para falar da situação de privilégio que o branco detém nas sociedades estruturadas pelas hierarquias raciais, em 2005 a…
O que é Parditude?
Parditude é o primeiro projeto antirracista do Brasil com foco em pautas multirraciais, surgido da necessidade urgente de dar voz e visibilidade às pessoas mestiças. Trata-se de uma pesquisa que…
Branquitude, Música Rap e Educação: Compreenda de uma vez o racismo no Brasil a partir da visão de rappers brancos
A presença de rappers brancos em um gênero musical genuinamente negro sempre foi motivo de conflitos e melindres, quase sempre mantidos nas entrelinhas e bastidores da cena Rap. Em jogo,…
Eu a Supremacia Branca: Como reconhecer seu privilégio, combater o racismo e mudar o mundo
Como reconhecer seu privilégio, combater o racismo e mudar o mundo. Um livro para todos que estão prontos a examinar de perto as próprias crenças e preconceitos, e a fazer…







