
O Movimento Negro Evangélico é uma organização autônoma e apartidária que mobiliza pessoas, redes e organizações que trabalham com o tema da negritude no Brasil a partir da igreja evangélica, criando assim uma rede articulada entre elas para lutar por políticas de ações afirmativas e enfrentar a desigualdade racial, o racismo institucional e cultural e o extermínio da juventude negra.
História
O início do Movimento Negro Evangélico pode ser considerado em 1841 quando Agostinho José Pereira começou a pregar pelas ruas do Recife. Nasceu, assim, a primeira Igreja Protestante Brasileira, uma Igreja Negra, a Igreja do Divino Mestre, com seus mais de 300 seguidores, negros e negras, todos livres e libertos. Agostinho ensinou-os a ler e a escrever, numa época em que os proprietários de terras eram analfabetos.
No Brasil de 1841, fora das colônias habitadas por estrangeiros não havia protestantismo algum. O negro Agostinho foi o primeiro pregador brasileiro. Só depois, em 1858, o Reverendo Roberto Kalley fundou a Igreja Fluminense, episódio considerado pela história oficial como data de fundação da primeira igreja protestante do Brasil. Ao passar por Pernambuco em 1852, o naturalista inglês Charles B. Mansfield referiu-se ao mestre como um “Lutero negro”, que não sabia onde ele estava, mas tinha ouvido que tinha sido condenado a três anos de prisão ou fora deportado. O Lutero Negro deixou um legado para a igreja e a sociedade brasileira. Para o Movimento Negro contemporâneo deixou uma bela herança histórica.
Neste espaço disponibilizamos uma serie de artigos, recursos e informações sobre o Movimento negro evangélico:
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