Campos Mórficos e a Gênese da Afro-Humanitude

Entender o Ankh como um hábito da alma nos retira da posição de “estudantes de arqueologia” e nos coloca como operadores de tecnologia. Ao vivermos a Afro-Humanitude, estamos fortalecendo esse campo mórfico. A Afro-Humanitude é o convite para que você deixe de ser um passageiro da história alheia e se torne o escriba da sua própria realidade no “aqui e agora”.
#Ankh #Sankofa #AfroHumanitude #Muntu #Kemet #CampoMórfico Leia mais…

Inscreva-se no Forward, da McKinsey.org: desenvolvimento estruturado para um ambiente profissional em transformação

Em um contexto profissional marcado por incertezas, transformação digital acelerada e crescente complexidade em tomadas de decisões, iniciativas de desenvolvimento precisam ir além dos discursos motivacionais — oferecer método, estrutura e aplicabilidade real. É nesse contexto que se insere o Forward, programa da McKinsey.org cujas inscrições estão abertas e que recomendo com convicção. As candidaturas se encerram no dia 20 de abril. O Forward é Leia mais…

Manifesto do Ankh

O Chamado à Ação:
Não aceitamos mais a definição rasa da egiptologia colonial.
Retomamos o Ankh como escudo contra a entropia.
Retomamos o Ankh como manual de sustentabilidade e regeneração.
Retomamos o Ankh como a prova de que somos seres estelares habitando a argila.
#Ankh #Ma’at #Kemet Leia mais…

O Ankh como Dispositivo de Bioenergética e Ativação do Espírito

O nariz é a porta de entrada do sopro vital. Ao aproximar um Ankh carregado das narinas, ocorria uma ionização do ar inspirado. Esse ar, “carregado” pela frequência do símbolo, entrava na corrente sanguínea e ajustava o ritmo cardíaco e a atividade cerebral. Era o método ancestral de recarregar a “bateria” do Ka (corpo vital) e permitir que o Ba (alma) operasse em frequências mais elevadas.
#Ankh #Bioenergética #Kemet #Ma’at Leia mais…

Como o Apagamento do Laço do Ankh Deformou o Paradigma Espiritual do Ocidente

Restaurar o Ankh em nossos altares, peitos e, principalmente, em nossas ações, é um ato de retomada de território mental. Não aceitamos a linha reta que nos leva ao abismo. Somos seres circulares.
#Ankh #Afrokut #Kemet #TecnologiaAncestral Leia mais…

Cosmograma Bakongo

✨ Cosmograma Dikenga: a bússola ancestral da vida ✨
Do nascimento ao retorno aos ancestrais, o símbolo Bakongo revela que a existência é um ciclo contínuo.
Descubra como essa filosofia atravessou séculos e influenciou culturas da Diáspora Africana.
👉 Leia no Afrokut: osmograma Dikenga
#CosmogramaDikenga #Ancestralidade #SabedoriaAfricana #FilosofiaBantu #Afrokut Leia mais…

O Ankh e a Física da Manifestação: Uma Tecnologia Africana de 77.000 Anos

Para compreender o Ankh, precisamos primeiro olhar para o sul, para a região dos Grandes Lagos e as florestas da África Central. A egiptologia clássica costuma datar o surgimento do símbolo por volta de 3.000 a.C., mas a evidência arqueológica e antropológica aponta para uma linhagem muito mais profunda. Pesquisas recentes (Nkosi, 2019) indicam que os povos Twa — frequentemente chamados de forma pejorativa de pigmeus, mas que são os guardiões de alguns dos conhecimentos mais antigos da humanidade — já utilizavam o símbolo da “Cruz” há pelo menos 77.000 anos.

# Ankh #Twa #AfroHumanitude #Kemet Leia mais…

Injustiça/Injustice

O preço da injustiça é sempre o mais caro,não se paga em ouro, nem em prata,mas em vidas que se perdem no caminho,em sonhos que são esmagadosantes mesmo de serem sonhados. Ela cobra o futuro de quem nunca o teve,rouba a voz dos que já nascem silenciados,torna invisível a dor que é sentidapor aqueles cujos olhos nunca enxergamos. Seu custo não se mede em números,mas Leia mais…

Comunalismo e Ubuntu: A Filosofia Africana em Perspectiva

No contexto africano, o comunalismo ganha uma dimensão ética e ontológica muito mais profunda por meio do Ubuntu. Leia mais…

O Resgate do Ankh no Cristianismo Negro ☥

Adotar o Ankh ☥ como uma “Cruz Africana” nas igrejas brasileiras não é apenas uma mudança visual; é um ato de soberania mental. Isso comunica que a espiritualidade negra não precisa pedir licença para se expressar com seus próprios símbolos ancestrais. Leia mais…

Militância Negra Cristã e a  Teologia Negra no Brasil 

O momento histórico do Brasil, no final da década de 1970, ainda marcado por um regime militar, também viu o movimento negro se rearticular e pautar o racismo à brasileira publicamente, problematizando o discurso oficial de que o Brasil era uma democracia racial (Telles, 2003; Domingues, 2020). A ideia de democracia racial, como uma característica das relações raciais no Brasil, academicamente foi popularizada e melhor Leia mais…

Manifesto Global da Teologia Negra

Eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas (Apocalipse 7:9b) Nós, lideranças negras evangélicas do Brasil e representantes da Colômbia, Cuba, África do Sul, Congo, Angola e EUA, reunidas na IV Consulta Internacional de Teologia Negra, realizada entre os dias 18 e 21 de junho de 2025, na cidade de São Paulo, tornamos Leia mais…

Leitura do Manifesto produzido no Fórum de Lideranças Negras Evangélicas, 2003 Belo Horizonte

Neste vídeo o MNE traz a memória, através dessa leitura coletiva, o Manifesto do Fórum de Lideranças Negras Evangélicas realizado em Belo Horizonte, em 27 de outubro de 2003. Recordar esse momento é manter viva a história do povo negro evangélico brasileiro. Produção de Vídeo: @priscilaeiras @blackcat.producoes Arte: @⁨Carol Barreto Mne BA⁩

Nostalgia Black: quando a música se transforma em memória afetiva

A música tem o poder de atravessar o tempo, resgatar memórias e criar conexões profundas entre passado e presente. É exatamente essa proposta que a Nostalgia Black leva até você por meio de uma skill exclusiva para a Alexa: uma experiência sonora pensada para quem sente a música, não apenas escuta. A Nostalgia Black é mais do que uma seleção musical. Cada faixa funciona como Leia mais…

Afro-Humanitude: uma experiência de reflexão e consciência com a Alexa

A Afro-Humanitude é uma Skill para a Alexa criada para quem deseja ir além do consumo rápido de informação e buscar momentos reais de reflexão, escuta e conexão com a própria humanidade. Inspirada na África — reconhecida como o berço da humanidade e um dos pilares centrais da história universal — a Skill propõe um olhar mais amplo e integrador sobre o conceito de Humanitude, Leia mais…

Como os Antigos Egípcios resolviam conflitos: Uma tecnologia de paz para as escolas brasileiras

Imagine uma sala de aula onde o erro não é motivo de vergonha, mas um convite à restauração. Leia mais…

Da Ancestralidade Ainu à Afro-Humanitude: O Círculo de Ma’at como Tecnologia Educacional

A historiografia eurocêntrica frequentemente apresenta a civilização como um fenômeno que se expande do Norte para o resto do mundo. No entanto, as evidências arqueológicas e filosóficas apontam para o fluxo real: a civilização desceu o Nilo. Partindo das altas terras do Sul, com os povos Ainu e a civilização de Ta-Seti, o conhecimento fluiu em direção ao Norte, sistematizando-se em Kemet (Egito Antigo). Leia mais…

A Passagem do Babalawo Marcio Alexandre M. Gualberto

Um Legado de Luta e Ancestralidade É com  profundo pesar e o coração consternado que a comunidade do Afrokut comunica o falecimento, ocorrido no dia 03 de dezembro de 2025, do nosso estimado Babalawo Marcio Alexandre Martins Gualberto (Marcio Obeate – Ifairawo). Marcio, Babalawo do Ifá Cubano no Rio de Janeiro, não foi apenas um líder religioso; foi um gigante na defesa dos direitos humanos, Leia mais…

Dossiê MNE: A História, a Teologia e a Luta de Hernani Francisco da Silva

🔥 NO AR NO AFROKUT! 🔥
Você já ouviu falar em Racismo Teológico? E na “segunda conversão”?
Resgatamos uma série histórica de 6 vídeos com Hernani Francisco da Silva, um dos fundadores do Movimento Negro Evangélico (MNE). Ele revela como a fé pode ser um campo de luta pela identidade e representatividade.
➡️ Assista agora e entenda as raízes do MNE.
#MovimentoNegroEvangelico #MNE #RacismoTeologico #Afrokut #HernaniFranciscoDaSilva #FéEIdentidade Leia mais…

10 Frases da Consciência Negra e sua conexão vital com a AfroHumanitude

Aqui estão 10 frases que desdobram essa ideia e sua conexão vital com a AfroHumanitude.
#ConsciênciaNegra
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Consciência Negra é a Metacognição da nossa Humanitude

A Consciência Negra, como metacognição, fortalece nossa autoestima, guia nossa luta por igualdade e nos permite construir um futuro onde nossa dignidade seja inegociável. É a mente quilombola em ação, analisando as estratégias do sistema para poder criar estratégias de libertação.
#ConsciênciaNegra #metacognição Leia mais…

O Princípio Universal do Gênero e o Equilíbrio da AfroHumanitude

A AfroHumanitude expande essa noção de Gênero para além de uma simples lei mecânica e a vê como uma Lei de Polaridade Criativa. Ela nos lembra que a verdadeira igualdade e harmonia não residem em sermos todos iguais, mas no equilíbrio dinâmico e no respeito profundo entre essas forças complementares, dentro de nós e em nossa comunidade.
#PrincípiodoGênero Leia mais…

O Princípio da Polaridade e a AfroHumanitude: Transcendendo a Dualidade no Aqui e Agora

As Sete Leis ou Princípios Universais, através dos quais tudo no cosmos é governado, embora seu apelo seja universal, é fundamental reconhecermos e celebrarmos sua origem Kemética. Hoje, mergulharemos na quarta dessas leis: o Princípio da Polaridade, uma ferramenta poderosa para navegar as complexidades da vida e fortalecer nossa AfroHumanitude. Leia mais…

A Superação da Polaridade em um Mundo Complexo

A crescente polarização que define o cenário global contemporâneo, caracterizado por uma complexidade sem precedentes. Em um mundo marcado por bolhas de filtro, desinformação e uma mentalidade de “nós contra eles”, as estruturas sociais, políticas e individuais encontram-se sob forte tensão. A AfroHumanitude, com foco especial na filosofia Ubuntu, como um paradigma robusto para a superação dessas divisões. Argumenta-se que princípios como a interconexão, o bem-estar comunitário e a justiça restaurativa oferecem uma alternativa viável ao hiperindividualismo e à lógica retributiva que alimentam a polaridade. Analisaremos como o Ubuntu, juntamente com as cosmologias indígenas do Sumak Kawsay (Bem Viver) andino e do Teko Porã guarani, fornece uma estrutura ética e prática para reconstruir o tecido social, promovendo a empatia, o diálogo e um senso de destino compartilhado.
#Polarização #Ubuntu @AfroHumanitude #SumakKawsay #TekoPorã #Complexidade #Filosofia Africana Leia mais…

Cheikh Anta Diop: Seis Ideias que Redefiniram a História Africana

Aqui estão 6 das ideias mais influentes de Cheikh Anta Diop que remodelaram nossa compreensão das origens humanas e das antigas civilizações africanas.
#Kemet #AntigoEgito Leia mais…

Os 7 Princípios Universais de Thoth, a Afro-humanitude e Interdependência Universal

Este artigo se propõe a traçar paralelos conceituais entre a Afro-humanitude e os 7 Princípios Keméticos, argumentando que ambos, apesar de suas distintas trajetórias históricas, compartilham um alicerce comum: a visão de um universo interconectado, regido por leis harmônicas e fundamentado em uma perspectiva holística. Analisaremos cada um dos sete princípios, demonstrando como suas premissas encontram eco em filosofias e valores presentes na Afro-humanitude.
#Afro-humanitude #Keméticos #Ubuntu #SumakKawsay #TekoPorã Leia mais…

O Conceito de “Cura Identitária” na Perspectiva da Afro-Humanitude: Uma Análise Teórica

Este artigo explora o conceito de “cura identitária” a partir da perspectiva da Afro-Humanitude, uma filosofia que busca a transformação interior e a superação de hierarquias sociais por meio do letramento racial e da valorização da diversidade. Distinguindo-se de processos de “cura” relacionados a identidades de gênero (cis ou trans), a cura identitária, neste contexto, foca na alienação e nos processos de identificação singulares de cada indivíduo. Inspirada na filosofia Ubuntu e no conceito de Sumak Kawsay, a Afro-Humanitude propõe um caminho para a cura interior e coletiva, visando a superação do racismo e a construção de um humanismo pluralista. A abordagem interseccional e a educação antirracista são apresentadas como pilares fundamentais para a aplicação desse conceito em um projeto de transformação social. Leia mais…

Sabedoria ancestral para os tempos atuais: um kit de livros sobre a cultura indígena

A cultura indígena não é apenas parte do passado do Brasil; ela é a chave para o nosso futuro. Nosso novo kit de leitura foi cuidadosamente selecionado para ir além dos estereótipos, mergulhando na sabedoria milenar dos povos originários e revelando a sua importância para o mundo de hoje. Estas obras são uma porta de entrada para um universo onde a natureza é sagrada e Leia mais…

Leitura que Transforma: Vozes da Resistência e da Esperança

Existem livros que são mais do que páginas e palavras. São pontes para outras realidades, vozes de resistência e sementes de transformação. Nosso novo kit de leitura foi criado com essa ideia em mente: reunir obras que não apenas entretêm, mas que também informam, provocam e inspiram a pensar sobre o mundo e nosso lugar nele. Este kit é uma jornada literária que atravessa fronteiras Leia mais…

Negritude na Perspectiva da AfroHumanitude

Este artigo realiza uma revisão conceitual da Negritude enquanto matriz biocultural primordial da humanidade, articulando-a ao quadro teórico da AfroHumanitude – proposta que integra Negritude, Indigenitude, Parditude e Branquitude Crítica em um projeto descolonial de reumanização. Com base em descobertas genéticas recentes (como a teoria da Eva Mitocondrial e estudos sobre a pigmentação cutânea em populações europeias antigas), argumenta-se que a pele escura não é um marcador de alteridade, mas a expressão fenotípica original do Homo sapiens. A partir desse marco, discute-se como as demais humanitudes emergem histórica e politicamente como adaptações, resistências e ressignificações identitárias, sem jamais apagar a centralidade africana na narrativa humana. Conclui-se que a AfroHumanitude oferece um paradigma civilizatório baseado no Ubuntu, no Sumak Kawsay e no Teko Porã, capazes de superar hierarquias raciais e fundar uma ética da pluralidade radical.

#Negritude; #AfroHumanitude #EvaMitocondrial #Branquitude #Descolonialidade
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Indigenitude na Perspectiva da AfroHumanitude

Este artigo realiza uma revisão conceitual da Indigenitude – termo cunhado por James Clifford para designar a reemergência contemporânea das identidades e culturas indígenas – articulando-a ao marco teórico da AfroHumanitude. Argumenta-se que a Indigenitude não se restringe a um movimento de retorno às origens, mas constitui um projeto político, cultural e epistemológico de resistência e revitalização, alinhado a filosofias como o Sumak Kawsay (Bem Viver) e o Teko Porã. Na perspectiva da AfroHumanitude, a Indigenitude é entendida como uma das expressões da pluralidade humana, integrada a um humanismo descolonial que valoriza a complementaridade entre negritude, branquitude crítica, parditude e demais humanitudes. O artigo conclui destacando o potencial desse diálogo para a construção de um paradigma civilizatório baseado na reciprocidade, na cura da terra e na superação das hierarquias raciais.
#Indigenitude; #AfroHumanitude; #Decolonialidade; #SumakKawsay; #IdentidadeIndígena. Leia mais…

Branquitude na Perspectiva da AfroHumanitude

Este artigo realiza uma revisão conceitual da branquitude como categoria analítica nos estudos das relações raciais, situando-a no contexto da ideologia do branqueamento e da eugenia que conferiram ao branco um status de humanidade idealizada. Discute-se a emergência de uma branquitude crítica – posicionamento antirracista que reconhece privilégios e atua na desconstrução da supremacia branca – em contraposição à branquitude acrítica, que perpetua hierarquias raciais. A partir do marco teórico da AfroHumanitude, propõe-se uma releitura desse conceito, entendendo-o não como o oposto da negritude, mas como uma ferramenta de letramento racial e cura identitária, capaz de operar transformações individuais e coletivas rumo a um humanismo pluralista e descolonial.
#branquitude #negritude #indigenitude #parditude Leia mais…

Parditude na Perspectiva da AfroHumanitude

Este artigo analisa o conceito de Parditude a partir do marco teórico da AfroHumanitude, propondo-o como um elemento de valorização identitária mestiça que contribui para um projeto antirracista mais amplo e inclusivo. Simultaneamente, enfrenta as críticas contundentes formuladas por autores como Oliveira, Schucman e Shakur, que veem na Parditude um risco de fragmentação da luta negra e uma regressão ao mito da democracia racial. Argumenta-se que, na perspectiva da AfroHumanitude, a Parditude não busca substituir ou fragilizar a negritude, mas sim operar como uma ferramenta de letramento racial e cura interior, reconhecendo a complexidade da identidade brasileira para, a partir de uma abordagem que vai “de dentro para fora”, chegar à unidade do ser e à superação efetiva do racismo. Leia mais…

Negritude ou Humanitude? Um Debate Revisitado: Do Universalismo à Afro-humanitude como Projeto Decolonial

Este artigo revisita o debate intelectual seminal, analisado por Gertrudes Marti em 1973, entre a Negritude – como afirmação de uma identidade negra distintiva e política – e a “Humanitude” – enquanto conceito universalista que busca transcender as categorias raciais. Partindo dessa tensão histórica, o artigo propõe uma releitura contemporânea, argumentando que a chamada “Humanitude” não pode ser um universalismo abstrato, mas sim fundamentada em filosofias africanas como o Ubuntu. Neste sentido, articula-se o conceito de Afro-humanitude como uma superação dialética da dicotomia, promovendo um humanismo radicalmente inclusivo, enraizado na diversidade e voltado para o letramento racial e o combate ao racismo, com especial atenção ao contexto brasileiro. Leia mais…

AfroHumanitude e Eva Mitocondrial: Intersecções entre Filosofia Africana e Genética Evolutiva

A África ocupa um lugar central tanto na interpretação científica sobre a origem da humanidade quanto nas filosofias que defendem a interconexão entre os povos. A AfroHumanitude, conceito que une a noção de Humanitude (Ubuntu) à centralidade africana na história universal, propõe uma ética de reconhecimento mútuo e de superação das divisões raciais. Paralelamente, a teoria da Eva Mitocondrial — fundamentada em estudos genéticos — Leia mais…

Indigenitude, Identidade e Afrofusão: Por que Pessoas Negras Não Representam Pessoas Indígenas

A temática “Pessoas negras não representam pessoas indígenas” ressoa profundamente quando refletimos sobre as raízes, a pluralidade e os desafios da representatividade no Brasil contemporâneo. Em meio às inúmeras batalhas antirracistas e a uma indústria do entretenimento que muitas vezes opta pela comodidade em detrimento da autenticidade, é preciso afirmar que, embora nossas lutas sejam aliadas, elas não podem ser reduzidas a uma única forma Leia mais…

Conferência Enegrecer: Um encontro histórico em prol da Teologia Negra e da Justiça Racial

Como foi a Conferência Enegrecer: “Negritudes para a Igreja do Amanhã” Entre os dias 18 e 21 de junho de 2025, a Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo, foi palco da Conferência Enegrecer, organizada pelo Movimento Negro Evangélico do Brasil (MNE Brasil). Com o tema central “Negritudes para a Igreja do Amanhã”, o encontro reuniu teólogos, pensadores e lideranças religiosas negras do Brasil, Leia mais…

Marcos Costa, brilhante acadêmico e ativista, morre aos 50 anos

É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de Marcos Costa, ocorrido em 14 de março de 2025. Marcos não era apenas um amigo de mais de 20 anos, mas um companheiro dedicado na luta antirracista e pela justiça social. Sua perda deixa um vazio imensurável, mas também um legado poderoso que continuará a inspirar muitos. Marcos Costa era um brilhante acadêmico e ativista. Doutorando Leia mais…

Fala do pastor Cosme Felippsen durante a lavagem da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

O discurso do pastor Cosme Felippsen  é um apelo sincero por inclusividade e compaixão, refletindo o espírito do Carnaval como uma celebração da vida e da comunidade. Cosme Felippsen, integrante do Movimento Negro Evangélico, denunciou o racismo religioso e a ganância de líderes evangélicos, defendendo o respeito às religiões de matriz africana e a inclusão de grupos marginalizados.  Segue o texto com a fala do Pastor Cosme Felippsen, durante a lavagem Leia mais…

Cristofascismo nas Igrejas Evangélicas Brasileiras e a luta do Movimento Negro Evangélico

A Escalada Fascista, Fundamentalista e Conservadora no Protestantismo Histórico Brasileiro e nos Evangélicos em Geral e a luta do Movimento Negro Evangélico. O cenário religioso brasileiro, marcado pela diversidade e pluralidade, tem sido palco de uma transformação preocupante: a ascensão de ideologias fascistas, fundamentalistas e conservadoras no seio do protestantismo histórico e do evangelicalismo em geral. Esse fenômeno, que ganhou força nas últimas décadas, reflete Leia mais…

A Pele Escura como Raiz da Humanidade: Uma Reflexão a Partir da Afrohumanitude

Estudos recentes sobre o DNA antigo de 348 indivíduos que viveram na Europa entre 3.000 e 8.000 anos atrás revelaram uma descoberta fascinante: a pele clara, hoje associada aos europeus modernos, pode ter se tornado predominante há menos de 3.000 anos. O estudo foi liderado por Guido Barbujani, da Universidade de Ferrara, na Itália, e revela informações surpreendentes e revolucionárias sobre as raízes genéticas dos Leia mais…

O Movimento da Parditude: Surgimento e Controvérsias

Nas últimas décadas, o Brasil tem observado uma mudança significativa em seu cenário racial. A população que se identifica como negra, composta por pessoas de cor parda e preta, agora constitui a maioria estatística do país. Leia o artigo: Os pardos são a maioria dos brasileiros, o que isso muda na Parditude e na Negritude? Este fenômeno tem gerado debates intensos, especialmente nas redes sociais, Leia mais…

A Bíblia e a África

Personagens negros apresentados nas Escrituras oferecem lições inspiradoras à Igreja Por Marcelo Santos Palavra inspirada e útil para o ensino, como escreveu o apóstolo Paulo a Timóteo (2 Tm 3.16), o Livro Sagrado descreve eventos, diálogos e lições que se desenrolam em um contexto afro-asiático, em que a diversidade étnica e cultural é evidente. Moisés, que passou parte da infância no Egito, e a rainha Leia mais…

Vanguarda do Movimento Negro Evangélico

Finalmente, John Burdick afirma que, além da música, há outros locais no protestantismo evangélico que promovem a identidade étnico-racial negra e o antirracismo. Uma sugestão final: como indicado ao longo deste livro, há sites no protestantismo evangélico brasileiro que nutrem um pensamento complexo que apoia a identidade étnico-racial negra, orgulho da ancestralidade africana, entusiasmo por saber mais sobre a história africana e antirracismo. Os sites Leia mais…

Etnografia ativista e o Movimento Negro Evangélico

John Burdick discute as limitações e potencialidades da etnografia ativista, sugerindo que a etnografia pode revelar dimensões ocultas e fragmentadas da consciência que podem atrair novos públicos. Contudo, ele questiona a energia que deve ser investida pelos ativistas do MNE em conectar-se com músicos de black gospel. O autor argumenta que, embora o MNE tenha enfrentado dificuldades para expandir sua base e enriquecer seu pensamento Leia mais…

O Movimento Negro Evangélico e o movimento Black Gospel

O estudo de Burdick revela que, apesar das barreiras teológicas, o Movimento Negro Evangélico no Brasil conseguiu articular uma identidade negra orgulhosa e antirracista, utilizando a música como uma ferramenta poderosa de mobilização e expressão. A diversidade musical dentro do MNE não apenas reflete a complexidade do movimento, mas também destaca a capacidade dos evangélicos de integrar fé e identidade racial de maneiras significativas e Leia mais…

Diversidade Musical e Identidade Negra e o Movimento Negro Evangélico

Ao investigar mais profundamente, Burdick descobriu a rica diversidade da música negra evangélica em São Paulo. A cidade abrigava uma vasta gama de artistas cristãos que tocavam soul, funk, gospel, R&B, blues, rap e samba com temas religiosos. Ele observou que essas diferentes expressões musicais desempenhavam um papel crucial na formação das identidades negras entre os evangélicos. Uma noite, tivemos um avanço.  Hernani estava me Leia mais…

A Importância da Música no Movimento Negro Evangélico

A música se mostrou uma peça central na estratégia de atração e mobilização do MNE. Hernani mencionou a dificuldade em atrair grupos musicais pentecostais e neopentecostais para eventos do Movimento Negro Evangélico, mas destacou a relevância dos rappers gospel, que possuem uma forte conexão com a cultura negra. Burdick viu na música uma oportunidade de abrir uma janela para entender a visão de mundo dos Leia mais…

Estratégias para Expandir o Movimento Negro Evangélico

Em 2002, Burdick e Hernani Francisco da Silva, na época líder do MNE, iniciaram um projeto colaborativo para expandir o movimento. Hernani, que havia criado um site cristão negro em 1999, buscava formas de transformar sua rede inicial em um movimento mais amplo. Juntos, eles discutem estratégias para alcançar evangélicos simpáticos à causa. Uma das ideias centrais foi a utilização da música como uma ferramenta Leia mais…

A Intersecção entre Raça, Religião e Música no Movimento Negro Evangélico no Brasil na perspectiva de John Burdick 

O livro “The Color of Sound: Race, Religion, and Music in Brazil” (2013), escrito pelo antropólogo John Burdick, oferece uma análise profunda sobre as inter-relações entre raça, religião e música no Brasil. A obra, com foco no Movimento Negro Evangélico (MNE), explora como a teologia evangélica pode inspirar a luta contra a injustiça racial e a construção de uma identidade negra orgulhosa. John Burdick iniciou Leia mais…